segunda-feira, 30 de maio de 2011

Temas Transversais

Falar em diversidade em uma sociedade capitalista onde os valores como solidariedade, humanidade, respeito, amizade são desvalorizados, está cada vez mais difícil, assim sendo, nada como levar para a escola a diversidade de gêneros literários, a leitura de contos, poemas, obras de arte, música, com intuito de desenvolver a criatividade, incentivando através de temas transversais a construção de valores emocionais, cognitivos, físicos, psíquicos, sociais entre outros, no cotidiano escolar.











Poesia de Julia Fernandes Costa, 8 anos, aluna da escola privada no município de Mauá, São Paulo.

Postado por Cássia, Luciléia, Marilene, Pâmela e Vanessa

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Música

Estudo Errado Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando espiando colando as prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:

Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda num sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância a exploração e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim cês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Um pouco de história cigana...

 É ou não verdade que grande parte das pessoas nunca se interessaram em conhecer mais a cultura cigana? Apenas sabemos que é um povo nômade e que possuem costumes diferentes. Deste modo a seguir farei um breve relato sobre suas vidas, e um pouco de como ocorre a educação no seu meio.
A tradição oral é um costume muito importante para a transmissão do conhecimento sobre a história do povo cigano, que é transmistida por eles mesmos e a oralidade é de grande importância para a permanencias de suas tradições, pois as passam no boca a boca. A base da tradição cigana seria então a educação moral, baseada na historia popular, que implica no forte respeito dos jovens pelos mais velhos, mostrando a necessidade da preservação da cultura cigana.
                                          Imagem 1

Toda sua cultura e sua identidade esta formada pelo grupo e não em um indivíduo isolado, e eles com sua vida cultural e social excêntrica foram vistos desde os primórdios com olhos obscuros e com preconceito, criando até mesmo legislação contra eles. E possível ver nos dias de hoje ainda preconceitos como do governo franceses que a pouco tempo realizou a expulsão de milhares de ciganos do país.
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Toda a trajetória deste povo foi dura e cercada de informações pré- estabelecidas e mal compreendidas, e neste cenário entra a importância da educação formal que se encontra em deficiência no seu meio. Dentro desta cultura é importante para um educador ter consciência do que sabe e conhece sobre ela, pois é importante a efetivação de uma relação social inclusiva que abranja todas as comunidades que precisam da educação.
Muitas crianças ciganas já frequentam a escola, nestes casos os pais precisam se assentar por um longo período para que seus filhos frequentem as aulas. Porem o fato de suas comunidades serem afastadas da escola, suas crianças demoram muito para começar a frequentar a escola causando um baixo índice de aproveitamento escolar. Muitos pais tem receio que seus filhos vão a escola e percam o respeito pela cultura cigana devido ao contato com outras realidades. Outro motivo de retirar as crianças da escola é o receio de que seus filhos sejam vitimas de discriminação e desrespeito pela cultura cigana. O insucesso escolar das crianças ciganas é muitas vezes provocado, pela falta de competências dos professores em lidar com as diferenças étnicas dentro da sala de aula.
Assim é preciso que todo educador tenha consciencia da necessidade de estar em constante trabalho de pesquisa para conhecer e com isso eleminar todo tipo de exclusao social dentro da escola.

Referências
Ciganos: A oralidade como defesa de uma minoria étnica. Cristina de Costa Pereira (Brasil).  

Gaiolas e Asas

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou:“Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas“
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair da casa para ir para escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres.
Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras, enfiava o bico entre nos vãos, na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguetado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas?
Me falarão sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, é preciso que todos tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor...


 

Continue lendo este artigo no site do autor: http://www.rubemalves.com.br/gaiolaseasas.htm

Rubens Alves
(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 05/12/2001.)

Conhecendo uma escola ribeirinha

É possível que muitas pessoas não conheçam o funcionamento de uma escola que seja organizada com base em uma realidade cultural completamente diferente da mais comum conhecida por nós. Neste sentido aproveitamos a oportunidade para realizar uma pesquisa para conhecer um pouco da dinâmica da educação básica para crianças ribeirinhas.

                                                        Imagem 1



Está disponível no site do Tv Escola um  episódio sobre Escolas Ribeirinhas do programa Caminhos da escola produzido pelo MEC, e neste especial foi mostrado a Escola Municipal Santa Catarina que fica em Curralinho no Pará, a escola esta localizada na costa Sul da ilha de Marajó, que funciona desde 2002, o interessante é que o município possui 54 escolas e todas são ribeirinhas. A Escola Municipal Santa Catarina na teoria tem ensino infantil e fundamental, contudo na prática as aulas são multiseriadas, as crianças que frequentam pertencem às famílias que vivem do trabalho do rio e da roça, conhecendo somente aquela vida, assim o ensino exige um professor que utilize um método de aprendizado que esteja diretamente ligado a sua realidade social.

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Conta sobre as melhorias que alcançaram com os anos, como por exemplo, o barco escolar que leva os alunos até a escola, pois o acesso da maioria é feito pelo rio e nem todos possuem meios para chegar com facilidade. O coordenador pedagógico da escola, explica que as crianças quando chegam ao quinto ano, o ensino é dividido em módulos porquê a escola não consegue agregar os professores necessários para apresentar todas as matérias de uma vez, assim um professor vem é fica 40 dias dando aula de uma matéria, quando acaba vem outro professor e leciona a aula da próxima matéria.
A aula precisa ser voltada para os assuntos que o aluno utilize em seu dia a dia, a didática tem que estar envolvida com sua realidade social. Somente com um método bem criativo torna-se possível prender atenção das crianças, tendo em vista que muitos pais não veem o envio de seus filhos para a escola como algo necessário, mandam somente para seguir a legislação.

                                         Imagem 3

Todos os recursos educacionais são escassos, e a prática é feita de modo insatisfatório exigindo muito do docente, os professores costumam utilizar muitos recursos naturais para suas atividades. O abastecimento das merendas é feito irregularmente, e as crianças vem de famílias simples que por vezes não tem comida em casa e com fome o ensino fica difícil. Contudo, existe por parte da escola uma preocupação em envolver a comunidade, a família das crianças para com isso efetivar a importância da educação e a sua relevância na busca pela sobrevivência. Buscando manter a identidade cultural de seus alunos, para que eles criem vínculos com suas origens e com as relações sociais que os cercam.


                                        Imagem 4
Este caso é apenas um em muitos da diversidade escolar que existe dentro do nosso país, deste modo precisamos buscar conhecer os diferentes cenários em que é preciso desenvolver um sistema educacional, para assim construir uma identidade profissional que fortalecida pelas diversas experiências vividas.


Referências
 A prática docente em uma escola ribeirinha na ilha do Marajó: um estudo preliminar em contexto naturalístico*. Diversos autores. 2008. 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um pouco da realidade escolar no Brasil

Como conseguir educar em locais tão sem estrutura?
O jeito é mesmo improvisar, colocar nossa criatividade em prática e utilizarmos os recursos que temos disponível para tentarmos ao menos conseguir fazer com que as crianças consigam aprender, construir conhecimentos mesmo em meio a tantas dificuldades.
Infelizmente mesmo com tantos esforços é difícil conseguirmos, pois as dificuldades são bem maiores, salas de aula sem nenhuma estrutura desmotivando cada vez mais os alunos e professores.
Estes dois vídeos mostram um pouco dessa realidade:


domingo, 8 de maio de 2011

Espaços educativos

Buscando a construção de uma identidade autônoma em crianças que são responsáveis pelo seu desenvolvimento e conhecimento é imprescindível à elaboração de um ambiente escolar atrativo, aconchegante e divertido. Neste local o estímulo da saúde mental deve ser colocado em prática a partir do desenvolvimento de um espaço aberto com moldes de uma escola democrática. O papel do espaço é fundamental para que a crianças tenham acesso as diferentes possibilidades de aprendizado.
As atividades ao ar livre devem ser exercidas frequentemente, pois estimulam a capacidade infantil de aprender através de seus movimentos, apenas dentro da sala de aula, as crianças não tem oportunidade de usar todos os seus sentidos em suas atividades educativas. A escola precisa se organizar em um espaço educativo que tenha como prioridade uma educação libertadora, e que considere a diversidade social como base na preparação de um sistema educacional contundente.
A preocupação com a necessidade que se apresenta em cada realidade social é importante para formar uma proposta pedagógica que alcancem os interesses dos educandos. Tudo precisa ser pensado e elaborado com zelo e cuidado dentro da instituição escolar para que com isso consiga mostrar uma abertura positiva para que o educando tenha liberdade para aprender.